sexta-feira, 26 de março de 2021

SONHO

 

 O significado dos sonhos | Sonhos | Psicólogo em São Paulo

 

SONHAR... SONHO.... Qual o significado desta viagem noturna?

    O nosso cérebro é constituído por 86 bilhões de neurônios, segundo a renomada pesquisadora Suzana Herculano. Diante deste número expressivo um detalhe passa ignorado: a quantidade de neurônios de um ser humano é finita. Sim, é finita! Por esta característica o cérebro, diante de uma rede finita de neurônios, requisita a reutilização de alguns que já estavam linkados em conexões passadas (ou memórias passadas). Reutiliza aqueles cuja importância encontra-se em situação de não tão importantes ou nada importante. Acontece um verdadeiro desmantelamento de alguns vínculos entre os neurotransmissores.

    Qual o significado disto? Simples: o cérebro cria até os seus últimos instantes de vida, novas memórias. Agora surge uma hipótese: não seriam os sonhos o resultado do desmantelamento de algumas conexões neurais? Lembrando que o nosso cérebro mantém altíssima atividade neuronal no decorrer do sono, tanto quanto em estado desperto. Uma vez que o cérebro possui uma finitude de neurônios e requisita a reutilização de neurônios, os sonhos poderiam surtir a partir de fragmentos de memória, ou seja, de neurotransmissores sem referência, sem os respectivos links de memória.  É interessante perceber que muitos sonhos possuem um significado e outros nem tanto (“sem pé nem cabeça”).

    Os sonhos são esquecidos muito brevemente porque não são importantes para o nosso dia a dia. Talvez os sonhos sejam os últimos lampejos de fragmentos de memória tentando se comunicar, se reconectar a algo, tentando “sobreviver ao desmantelamento”.

Por: Heitor Jorge Lau.


terça-feira, 23 de março de 2021

A “Psicoterapia” dos Amigos e Familiares

    

 Os indivíduos denominados de “nervosos” formam legiões mundo afora. Alguns, porque este “nervosismo” é pouco acentuado, conseguem dominar os ânimos, embora isto lhes custe um grande esforço contínuo e penoso. Outros, entretanto, depois de imensa e por vezes silenciosa luta interior, manifestam o desajustamento do sistema nervoso, por sintomas mais ou menos ruidosos e extremamente variáveis. Esse último, não podendo mais deixar de dar vasão às suas queixas – o que fazem seguidamente – acabam percebendo que a sua presença se torna desagradável, tanto aos familiares como amigos. O “nervoso” vê-se então, em dura e amarga alternativa: ou à custa de sacrifícios ingentes não se queixam de seus padecimentos, sentindo-se então ainda mais ansioso e angustiado, ou externa suas fobias, obsessões e preocupações de toda ordem. Nesta última hipótese fica mais aliviado, alívio este contrabalançado pelo desprazer de perceber sua companhia pouco desejada e incômoda.

    Com frequência, entre as pessoas relacionadas com o nervoso, ou melhor, neurótico, seja parente ou amigo, há alguém mais abnegado e compreensivo com tendências para fazer “psicoterapia”, portanto, que lhe dá mais atenção e conselhos. Estes também, no decorrer dos dias, acabam se cansando com os inúteis esforços que fazem para restituir a saúde psíquica a tal “paciente”. Isto acontece pelas decepções que o neurótico ocasiona a esse psicoterapeuta leigo, que repete e amplia inúmeras vezes e inutilmente argumentações, no sentido de provar-lhe que os sintomas de que se queixa são imaginários, não tem base em alguma lesão orgânica irreparável do corpo ou do cérebro. Por vezes o paciente dá sinais de que tais argumentações estrão produzindo bom efeito, chegando mesmo a confessar a esse parente ou amigo dedicado que, afinal, convenceu-se de que tudo que sente não passa de “cismas”, receios infundados e pueris. Contudo, quando o psicoterapeuta improvisado chega a julgar-se vitorioso e recompensado de seus esforços, surgem novamente, mais vigorosos do que antes, as fobias e obsessões, entrelaçadas quase sempre com sintomas físicos – palpitações, distúrbios digestivos, opressão cardíaca, garganta cerrada, sudorese em demasia, fadiga...

    Quando o assistente leigo, apesar da sua abnegação bate em retirada, literalmente derrotado, surge a nova etapa para o paciente, ainda mais ingrata, eis que passa a observar, já horrorizado, os amigos e parentes a se coligarem no sentido de provar-lhe com palavras mais energéticas e rudes que a única coisa de que precisa para ficar completamente curado é reagir contra os sintomas que o martirizam. Um dos erros mais lamentáveis cometidos pelos familiares e amigos do desajustado do sistema nervoso é praticado quando em uníssono, em coro, incitam-no a reagir a todo o transe, contra todos os sintomas neuróticos que, assim, dizem eles, desaparecerão de maneira rápida e definitiva, para satisfação plena de todos. Essas pessoas não lembram que se um adulto – seja homem ou mulher – chega a confessar sua sintomatologia neurótica, seus receios aparentemente pueris, tal como não poder passar por sobre um viaduto, não conseguir sair de casa sozinho, de perder o juízo, enfim, de uma infinidade de queixas, variáveis para cada caso, já se trata de uma reação heroica e quanto lhe foi possível.

    Isto porque essa confissão lhe é extremamente penosa, pois tem autocrítica e amor próprio, às vezes até exacerbado, para se acalmar de não ter outra saída senão a de falar sobre o seu próprio caso. Sugerir que estas pessoas reajam a qualquer preço contra os seus temores e apreensões, sem um preparo prévio, sem um treinamento cientifico e progressivo, é um absurdo igual ao se pretender que alguém com força física suficiente para erguer somente 15 quilos erga três vezes mais. Esta técnica de exigir que o neurótico reaja sem estar preparado para isto é contraproducente por duas razões fundamentais: primeiro, porque irá gastar nesta tentativa inglória as últimas reservas de energia que poderiam ser melhor aproveitadas; segundo, porque o paciente, nesta contingencia, não põe em dúvida que tais conselhos, partindo de pessoas estimadas, devem estar corretos. Por este motivo julga, ao fracassar nestas cruéis tentativas de reação, que isso acontece por ele ser fraco, carente de decisão e energia, ou seja, porque é diferente e inferior em comparação com os que o cercam.

    Uma vez verificado que o paciente não reage como os seus amigos e familiares desejavam e previam, estes últimos, continuam a achar que os sintomas de que se queixa não tem fundamento nem base real. Mudam, então, a tática: se não reage é mais uma prova de que tudo são “nervos”, exclusivamente “nervos”. Se acontece de o neurótico ter sido tímido quando criança, emotivo, tudo piora, pois à guisa de consolo e para prova de que os males dos quais se queixa não têm importância nem interferem na saúde. Logo, surgem mais apreciações de efeitos deprimentes: - isso não é nada!; - isso não tem importância!; - você sempre foi nervoso! Como o vocábulo nervoso tem na acepção popular, sentido, sob certos aspectos, pejorativo, depreciativo, sendo empregado por vezes para indicar falta de energia e coragem para enfrentar a vida e as situações difíceis, o indivíduo, depois de certo tempo fica convicto que, de fato, é um fracassado, um inútil, sem probabilidades de recuperação.

    Começa, então, a adquirir hábitos de vida singulares, a contornar os obstáculos, dando rodeios, em vez de encará-los de frente e a adotar um modo de vida em que procura adaptar-se à neurose, com perigo de cristalização definitiva da sintomatologia e consequente desdobramento da personalidade. Este desdobramento tem lugar quando, ao lado da parte sadia que raciocinam com lógica, julga os fatos com bom senso comum, começa a surgir outra doentia, cheia de temores, apreensões, inquietações, ansiedades, ao lado de sintomas físicos os mais variados, tudo aparentemente sem sentido, sem nexo, absurdo. O paciente dá conta de tudo isso e não consegue eliminar esse estado de coisas, ainda que se esforce ao máximo em tal sentido. Desde que chega ao ponto de sentir a própria personalidade combalida em seus alicerces e invadida por sensação de absoluta insegurança interna e externa, o neurótico começa a achar seus sintomas estranhos, incompreensíveis, por vezes mesmo algo misterioso e fora do alcance de recursos médicos.

segunda-feira, 22 de março de 2021

Transtornos Psiconeurais

O que é um Transtorno?

Transtorno é um substantivo masculino que significa o ato ou efeito de transtornar sendo também sinônimo de alteração, contratempo, contrariedade e prejuízo. Em sentido figurado, um transtorno é um problema que causa incômodo em alguém. Ex: O engarrafamento no trânsito me causou um grande transtorno. Uma pessoa transtornada é alguém que está chateada ou revoltada com algum problema. Em alguns casos, a palavra transtorno também pode indicar uma condição de perturbação mental que muitas vezes requer a utilização de antidepressivos, tranquilizantes ou estabilizadores de humor.

 

Transtorno de personalidade

Um transtorno mental muitas vezes é descrito como um transtorno de personalidade, ou seja, uma condição mental ou psicológica que pode afetar várias áreas da vida de um indivíduo, como a interação social. Um exemplo de transtorno de personalidade é a Síndrome de Borderline (também conhecida como Transtorno de Personalidade Limítrofe), uma doença psicológica que muitas vezes é confundida com esquizofrenia ou transtorno bipolar. Pessoas que sofrem com este transtorno frequentemente têm surtos psicóticos, com demonstrações intensas de emoções (tanto positivas como negativas), mudanças bruscas de humor, agressividade, medo da rejeição, automutilação, etc. O transtorno Borderline não tem cura, mas pode ser controlado através de alguns medicamentos.

 

Transtorno bipolar

O transtorno bipolar é uma condição psicológica adversa, que é caracterizada por dois polos extremos de sentimentos e comportamentos. Uma pessoa bipolar frequentemente revela duas fases: uma depressiva e uma maníaca. Durante a fase depressiva, a pessoa fica visivelmente abatida, deprimida, sem vontade de interagir com outros indivíduos e frequentemente com tendências suicidas. Na fase maníaca, revela uma alegria excessiva, se sentindo extremamente capaz de enfrentar qualquer desafio, e muitas vezes gasta muito dinheiro e entra em confrontos físicos com outras pessoas.

 

Transtorno Obsessivo Compulsivo

Também conhecido como TOC, o Transtorno Obsessivo Compulsivo remete para um estado em que uma pessoa vive segundo um conjunto de compulsões e obsessões. Este transtorno é caracterizado por comportamentos difíceis de controlar, que são quase como rituais que são cumpridos com o objetivo de reduzir o sentimento de ansiedade. Alguns desses rituais podem ser: excesso de limpeza, obsessão pela segurança, verificando várias vezes se uma porta está trancada ou se uma luz está apagada.

O que é Psicose?

Psicose é a denominação comum de qualquer doença mental caracterizada pelas distorções na percepção da vida real do indivíduo. Etimologicamente, a palavra psicose se originou a partir do grego psychosis que significa “condição anormal da mente”. Psicose é um estado mental patológico que leva o indivíduo a apresentar comportamento antissocial. É caracterizado por momentos de descontrole, agitação e também de agressividade. É um quadro de doença mental em que o indivíduo tem dificuldade de se relacionar com todos em sua volta, criando ideias fantasiosas em seu contato com a sociedade.

A Psicopatia, em um sentido restrito, é sinônimo de Psicose, considerado o estado mental patológico caracterizado por desvios de comportamento que leva o indivíduo a atitudes antissociais. Psicopata é a denominação dada ao indivíduo que sofre de alguma doença mental ou tem personalidade Psicopática. Já a Psicanálise é um ramo da medicina especializada no estudo e tratamento das doenças mentais do indivíduo.

No sentido figurado, Psicose é uma obsessão, uma ideia fixa de comportamento ou uma mania. Um exemplo muito importante são as obsessões apresentadas em indivíduos que passaram por traumas durante a guerra. A Esquizofrenia é a Psicose Endógena mais frequente. É uma doença mental complexa que envolve diversos sintomas, como delírio, alucinações, hiperatividade ou apatia, incoerência ... Geralmente a Esquizofrenia começa na adolescência, podendo também ocorrer na fase adulta. O indivíduo Esquizofrênico apresenta mania de perseguição e dificuldade de se adaptar ao seu meio ambiente.

 

Psicose Maníaco-Depressiva

A Psicose Maníaco-Depressiva é uma psiconeurose caracterizada por alternações do comportamento, ora depressivo, ora hiperativo. Hoje este tipo de psicose é denominado “transtorno bipolar”. A doença está associada a alterações funcionais do cérebro, que provoca uma desordem cerebral, levando o portador do transtorno bipolar a momentos de melancolia ou de crise de ansiedade e agitação, ocasionando muitas vezes o impulso para compras compulsivas, por exemplo. Esses momentos são intercalados com as atividades habituais do indivíduo.

 

O que é Psicopata?

Psicopata é um indivíduo clinicamente perverso, que tem personalidade psicopática, com distúrbios mentais graves. Um psicopata é uma pessoa que sofre um distúrbio psíquico, uma psicopatia que afeta a sua forma de interação social, muitas vezes se comportando de forma irregular e antissocial. Em sentido mais amplo, uma psicopatia é uma doença causada por uma anomalia orgânica no cérebro. Em sentido restrito, é um sinônimo de psicose (doença mental de origem neurológica ou psicológica).

Geralmente os psicopatas são do sexo masculino, mas também atinge as mulheres, em variados níveis, embora com características diferenciadas e menos específicas que a psicopatia que atinge os homens. A doença do psicopata é denominada como sinônimo do diagnóstico do Transtorno de Personalidade Antissocial.

Alguns indivíduos com psicopatia mais leve normalmente não tiveram um histórico traumático, porém o transtorno - principalmente nos casos mais graves, tais como sádicos e serial killers - parece estar associado à mistura de três principais fatores: disfunções cerebrais/biológicas ou traumas neurológicos, predisposição genética e traumas na infância como abuso emocional, sexual, físico, negligência, violência, conflitos e separação dos pais

De maneira geral, nos homens, o transtorno tende a ser mais evidente antes dos 15 anos de idade, e nas mulheres pode passar despercebido por muito tempo, principalmente porque as mulheres costumam ser mais discretas e menos impulsivas que os homens, e geralmente o transtorno acompanha ambos os sexos por toda a vida. Como alguns psicopatas são serial killers, existe o erro comum de assumir que todos os psicopatas são pessoas violentas ou assassinos. No entanto, muitos psicopatas não são assassinos. Os psicopatas frequentemente fingem ter sentimentos genuínos em relação a outras pessoas.

Tendo em conta algumas das características de psicopatas, como a capacidade de manipulação e de conquistarem facilmente a simpatia das pessoas, muitas vezes ocupam cargos relevantes onde exercem poder. Apesar de ser uma condição com difícil tratamento, a psicoterapia ou a prescrição de medicamentos podem melhorar o quadro clínico de um psicopata.

Muitas vezes se confundem psicopata com sociopata. Os psicopatas nascem com características como impulsividade e ausência de medo, o que faz com que busquem condutas de riscos e perigo, terminando muitas vezes em atitudes antissociais, uma vez que são incapazes de se estabelecerem corretamente nas normas sociais. Já o sociopata, apresenta um temperamento um pouco mais "normal" que os psicopatas.

 

Características de um psicopata

Um psicopata é caracterizado por um desvio de caráter, ausência de sentimentos, frieza, insensibilidade aos sentimentos alheios, manipulação, narcisismo, egocentrismo, falta de remorso e de culpa para atos cruéis e inflexibilidade com castigos e punições.

 

O que é Neurose?

Neurose se caracteriza por dificuldades de adaptação por parte do indivíduo, embora ele seja capaz de trabalhar, estudar, envolver-se emocionalmente e estar bem entrosado com a realidade. Uma pessoa neurótica está permanentemente em conflitos psíquicos que a impedem de aproveitar a existência de forma prazerosa. A neurose geralmente tem início na infância e acompanha a pessoa por toda a vida, com grande indicação de psicoterapia para o seu tratamento​.

 

O que é Esquizofrenia?

A Esquizofrenia é um distúrbio psíquico que afeta a consciência do próprio eu, as relações afetivas, a percepção e o pensamento. É a psicose endógena mais frequente, afetando cerca de 0,65% da população. O termo esquizofrenia significa "cisão das funções mentais" (do grego schizo = divisão, cisão; phrenos = mente). Atualmente, a Esquizofrenia não é classificada como uma doença e sim como um transtorno mental que pode afetar homens e mulheres de várias idades, nacionalidades e diferentes estratos sociais. Especialistas afirmam que não existe uma só causa para o aparecimento deste tipo de transtorno. Fatores como o quadro psicológico do indivíduo, o ambiente, o histórico de distúrbios mentais na família e a utilização de substâncias psicoativas podem estar relacionados com o desenvolvimento da esquizofrenia. O surgimento da esquizofrenia é raro em idosos e crianças. No entanto, a esquizofrenia infantil pode surgir depois dos 5 anos, sendo difícil de distingui-la de outros transtornos que prejudicam o desenvolvimento da criança, como por exemplo, o autismo.

 

Sintomas de Esquizofrenia

- Delírios (confusão mental);

- Alucinações, sobretudo auditivas e visuais;

- Delírio persecutório: A pessoa crê que alguém a persegue e observa, planejando fazer alguma coisa para prejudicá-la. Durante esta fase, o indivíduo apresenta mudanças comportamentais, altos níveis de ansiedade e impulsos de agressividade;

- Déficit de aptidões mentais: Falta de motivação, apatia, isolamento social. O pensamento empobrece e a pessoa demonstra total indiferença emocional.

 

Esquizofrenia Catatônica

É uma forma de esquizofrenia que surge de maneira repentina, geralmente a partir dos 30 anos. Durante os períodos de excitação podem manifestar-se impulsos agressivos muito perigosos. É caracterizada pela falta de atividade e resposta a outras pessoas, rigidez de postura e apresentação de expressões faciais estranhas como caretas, por exemplo.

 

Esquizofrenia Paranoide

Trata-se de uma forma de esquizofrenia em que predominam as ideias delirantes e as alucinações. Não afeta a atividade intelectual. As pessoas que sofrem com esse transtorno apresentam grande desconfiança, ansiedade e altos níveis de fúria, podendo facilmente se envolver em confrontos físicos.

 

Esquizofrenia Hebefrênica

A Esquizofrenia Hebefrênica está relacionada com distúrbios afetivos. É caracterizada por delírios, alucinações e comportamento imprevisível. Existe uma forte tendência para o distanciamento social e outros tipos de sintomas, como expressões pouco comuns e estranhas, negligência com a própria aparência. Normalmente é diagnosticada antes dos 25 anos de idade.

 

O que é Bipolaridade?

Bipolaridade é o termo usado para se referir a uma pessoa que apresenta um comportamento com características contrárias em que se alternam momentos de euforia com momentos depressivos. A bipolaridade é um transtorno de humor e também é chamada de Transtorno Bipolar ou Transtorno Afetivo Bipolar.

 

Causas da bipolaridade

Pode ser ligada a uma herança genética, o que quer dizer que é mais provável que uma pessoa tenha o distúrbio se tiver outros casos em sua família. Também se sabe que algumas alterações no cérebro podem ser responsáveis pela manifestação de bipolaridade.

 

Tipos de bipolaridade

Existem quatro variações da bipolaridade, conforme o tipo de manifestação dos sintomas. Alguns vão se manifestar na fase de euforia (maníaca) e outros na fase depressiva (hipomaníaca).

Tipo I: a bipolaridade é tipo I quando as manifestações de euforia e de depressão acontecem de forma intensa. A manifestação dos sintomas pode ser tão forte que pode refletir em todas as relações e atividades do paciente.

Tipo II: no tipo II os sintomas são os mesmos do tipo I, a diferença é que eles costumam se manifestar de maneira mais leve.

Misto: no tipo misto existem episódios de depressão e euforia mais intensos como no tipo alternados com outros que são mais leves, como no tipo II. Por causa dessa variação de intensidade não é possível enquadrar a bipolaridade em nenhum dos outros tipos.

Ciclotímico: esse tipo é considerado a manifestação mais leve da bipolaridade. Os sintomas ainda existem, mas de forma mais fraca e não costumam trazer grandes dificuldades ou prejuízos na vida e nas relações pessoais do paciente.

 

Sintomas da bipolaridade

A Bipolaridade possui sintomas diferentes, conforme a fase do distúrbio. Além das fases de depressão e euforia também existem momentos em que o paciente não apresenta os sintomas.

São algumas características comuns da bipolaridade:

·         Pensamentos e mente acelerada ou muito lenta,

·         Sentimento de ansiedade,

·         Humor e reações exageradas,

·         Choro e tristeza,

·         Alterações no sono (excesso ou falta),

·         Mudanças bruscas de apetite,

·         Falta de vontade de fazer atividades comuns,

·         Pensamentos de suicídio.

 

Tratamento da Bipolaridade

A bipolaridade é um distúrbio sem cura, mas existe tratamento. Realizado da maneira adequada o tratamento pode garantir que o portador do distúrbio tenha uma vida saudável. O tratamento é feito com um conjunto de medidas que incluem o acompanhamento psicológico e psiquiátrico e o uso de remédios chamados estabilizadores de humor. Também faz parte do tratamento alterar o estilo de vida afim de proporcionar mais equilíbrio ao paciente. Por exemplo: prática de exercícios físicos regulares, integração em grupos sociais, alimentação saudável e busca por atividades prazerosas.